terça-feira, 27 de maio de 2014


CONVITE

Atenção senhores pais ou responsáveis, na próxima sexta-feira, 30/05/2014, haverá na Escola Municipal José Paes Gramim uma reunião de PAIS e MESTRES à partir das 8:00h para o turno da manhã, e às 13:00h para os turnos tarde e noite. No momento estaremos tratando de assuntos referentes ao desenvolvimento das atividades vivenciadas na escolares.
Sua participação é muito importante para o desempenho do nosso trabalho. Comunicamos ainda que ão haverá aula para nenhum turno nesta data.
Atenciosamente
A Direção.
A Escola Municipal José Paes Gramim está vivenciando o Projeto Copa!
São aulas atrativas e atividades diversificadas, oportunizando novos conhecimentos e a valorização de nossa cultura.



domingo, 25 de maio de 2014

Perpétuo Socorro já foi cidade por alguns dias!
Cópia do Diário Oficial - Lei 4997 de 20-12-1963



BREVE HISTÓRICO DO DISTRITO DE PERPÉTUO SOCORRO
Trabalho realizado em 2007 – Por Murilo R. Oliveira

Incrustado no agreste pernambucano - coordenadas: latitude 8º19’12’’S e longitude 36º25’48’’W. Perpétuo Socorro, desde 1914, cresce e fortalece suas raízes como um lugar simples, porém, cheio de todas as “nordestinidades” que encantam a todos os que por suas terras passam, e mais aos que aqui nascem.
Perpétuo Socorro é distrito do Município de Alagoinha, estado de Pernambuco. Seu primeiro nome foi “Tulha de Madeira”, proveniente da grande quantidade de tulhas de madeira resultante do desmatamento da caatinga que cobria aquela localidade, dando lugar à construção de residências, ao cultivo da agricultura de subsistência e pastagens para os animais. Com o seu desenvolvimento, cresceu também a devoção do povo a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, fato este que foi suficiente para conferir-lhe o nome atual. Perpétuo Socorro fica a 12 quilômetros de Alagoinha – sede do Município – e a 242 quilômetros da capital do Estado, apresenta um clima semi-árido quente, com temperatura média de 25ºC e índice de precipitação pluviométrico anual médio de 400 milímetros. Segundo o censo demográfico - Recenseamento Geral do Brasil Pernambuco – IBGE, ano 2000, Perpétuo Socorro apresentava uma população de aproximadamente dois mil habitantes. Estima-se que hoje, segundo dados do Posto de Saúde local, são atendidos dois mil e seiscentos habitantes no distrito.
Aqui estão expostos alguns acontecimentos relevantes que contribuíram para o crescimento do Distrito, ressaltando além dos aspectos geográficos, político, econômico e cultural o aspecto religioso que deu início à Perpétuo Socorro, aonde durante quase um século os famosos festejos religiosos marcam a vida dos que deles participaram. Este relato tem base em depoimentos e trabalhos de nativos que como Leonor Cordeiro - filha do casal fundador do Distrito - são testemunhas vivas dessa história simples, de como se deu a formação de nosso Perpétuo Socorro.

ASPECTOS GEOFÍSICOS DO MUNICÍPIO DE ALAGOINHA
Distando 230km da capital estadual, o Município localiza-se na Zona Fisiográfica do Agreste – Micro Região do Vale do Ipojuca (108) – e tem uma área de 181Km², representando 0,18% do Estado e 2,23% com relação à MR. Tem por limites: ao norte, o Município de Pesqueira; ao Sul, os Municípios de Pesqueira e Venturosa; a leste, o Município de Pesqueira; e a oeste, os Municípios de Pedra e Venturosa. Predomina o clima de transição semi-árido quente, temperatura média anual de 25ºC e precipitação pluviométrica de 594mm (dados de 1970 a 1991). A sede municipal localiza-se a 726m de altitude, na latitude 8º31’00’’S e longitude 36º48’00’’ W.
O solo do município é de constituição rochosa e na sua maioria só se presta às culturas permanentes. Como restrições a outro tipo de utilização, verificamos as limitações de relevo, fertilidade natural baixa e os riscos de salinização.
A vegetação predominante é a caatinga agreste, a qual se caracteriza pela presença de espécies xerófilas, decíduas, em grande número composta por espinhos e abundância de cactáceas e bromeliáceas.
As bacias hidrográficas de Alagoinha são o Ipojuca e o Ipanema, possuindo uma área de 1,78% e 1,95%, respectivamente. Possui, também, inúmeros poços perfurados e seis barragens com capacidade de 210.764m³.

DE TULHA DE MADEIRA À PERPÉTUO SOCORRO
No agreste pernambucano, nas cercanias da Cidade de Pesqueira existiam as vilas de Alagoinha e Salobro e os sítios próximos dentre os quais o sítio “Tulha de Madeira”. No início do século passado a caatinga densa da região começou a ser desmatada para produção de carvão e extração troncos para cercados, sendo a madeira depositada próximo a uma “cacimba” em forma de tulhas – daí o nome Tulha de Madeira, o local ficou conhecido como uma região de madeira de boa qualidade, despertando o interesse financeiro dos comerciantes próximos. Foi então que o Sr. Zacarias Virgínio casado com a Srª. Avelina Cordeiro fixaram residência às proximidades desta cacimba, construindo sua residência e formando sua família – isto por volta de 1914. 


Primeira casa construída no Sítio Tulha de Madeira. Fonte: Leonor Cordeiro 1970.

Iniciava-se, então, a ocupação e o desenvolvimento do Sítio Tulha de Madeira. Seguindo os passos da família de Zacarias veio sua irmã Marcelina Virgínio habitar no Sitio, sendo esta a segunda casa construída na região.
Segundo Fábio Pereira dos SANTOS (2000 p.3) “os moradores de Tulha de Madeira e dos Sítios vizinhos cavaram um açude que remonta de uma velha cacimba, cavada em 1908, deste açude surgiram as primeiras olarias de telhas e tijolos para a construção das casas do futuro povoado”. Em 1934, já elevado ao status de Povoado, chega a Tulha de Madeira o religioso Frei Estevão incumbido de iniciar a construção de uma capela para atender às necessidades espirituais dos locais, uma vez que as missas eram celebradas no “terreiro” da casa de Zacarias Virgínio.
Com a iminência da conclusão das obras da capela consagrada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, houve a mudança do nome do povoado de Tulha de Madeira para povoado Perpétuo Socorro, em conjunto com a construção da capela foram “levantadas” várias outras residências formando a primeira rua do povoado, hoje conhecida como Rua Padre José França. Há época foi distribuída uma carta-circular – para arrecadação de donativos destinados à conclusão da obra - endereçada à munificência pública, datada de 29 de agosto de 1936, a qual dizia:
Os habitantes da ribeira do Macambira, inclusive dos sítios adjacentes, Boa União, Majé, Bom Sucesso, Caldeirão, etc. distantes 2 ou 3 léguas e mais léguas da sede do Curato de Alagoinha, construíram uma capela sob a invocação de N. S. do Perpétuo Socorro, conseguindo-o, não sem muito esforço, devido à escassez de recursos, entretanto, com a melhor boa vontade, diante do louvável empreendimento. A nova igrejinha, situada na ribeira aludida, no local que tomou a denominação de Socorro, está sem revestimento e limpeza, necessitando de tudo para ficar completa e aperfeiçoada. Povo pobre, embora trabalhador, os habitantes da região mencionada vêm-se na contingência de recorrer aos bons católicos para obtenção de meios que facilitem a conclusão da meritória obra. Os atos religiosos ministrados mensalmente na capela, têm tido grande afluência de fiéis e ressaltante utilidade já por atender e satisfazer às necessidades religiosas, já para o bem social de uma população relativamente densa e a quem tem falta de até uma simples cadeira de instrução primária.constitui, ainda, a igrejinha, mais um reduto para defesa da moral e do sentimento cristão, assaltados pelas idéias materialistas e dissolventes que, apavorantemente, vêm convulsionado o mundo. O óbulo que a generosidade e o espírito cristão de V. Excia. Contribuir, deverá ser enviado ao Sr. José de Almeida Maciel, comerciante em Pesqueira, a quem, confiantes nos bondosos préstimos, atribuímos o encargo de Tesoureiro. O presidente da Comissão: Frei Estevão, OFM, (Cura de Alagoinha) – Joaquim Ferreira Calado – Zacarias Virgínio da Silva – José Paes Gramim – Honório de Melo Cavalcanti – Antonio Paes da silva – João Leopoldino de Almeida – José de Almeida Maciel: Tesoureiro.
CAZUZINHA, 1941, apud MACIEL, 1998, p. 200)


Várias doações foram registradas após a circular, destacando-se entre os demais os donativos da firma Alves de Brito & Cia, do Recife, (importância de 200$000) e dos coronéis Araújo Maciel e Frederico do Rego Maciel – 100$000 e 150$000 respectivamente. As mudanças físicas e os acontecimentos ocorridos nesta época, bem como o nome das pessoas envolvidas, podem ser ouvidos na música “Socorro Velho” composição de Djalma Tomas; trecho da composição:


Mas Socorro velho eu não esqueço o teu passado / De tudo que se passou eu ainda estou lembrado / De 35 a 40, uma época “chuvedeira” / Socorro neste tempo era TULHA DE MADEIRA / Depois mudou o nome por causa da padroeira / Tinha a casa de CILIRO e do finado ZACARIAS / Só tinha essas duas casas outra não havia / TONHÉ construiu outra casa e botou uma padaria / Começaram a construir casa, casona e casinha / CHICO LUMBA veio pra Socorro e deixou Alagoinha / Logo quando ele chegou começou uma feirinha / Vinha gente de Socorro e vinha gente de fora / Uns ficavam morando outros iam embora / Começaram a construir a igreja de Nossa Senhora / FREI ESTEVÃO, FREI VENÂNCIO / FREI ANTONIO E FREI JESUÍNO / FREI ALFREDO E FREI FERNANDO / E o sacristão da igreja era ANTONIO GALDINO / Dos mais velhos de Socorro, já não resta mais ninguém / CONTIMGUIBA no bilhar e PEDRO BELO no armazém / TONHÉ E ZÉ GRAMIM, já estão faltando também. / VENCESLAU, MANÉ VIRGÍNIO já estão fora de linha / AUGUSTO, ANTÔNIO DO BODE e ANTONIO DE MARIQUINHA / CHICO LUZ E ZI DE BRANCO E GERCINO DE CABOCLINHA. / Me lembro de ZÉ COELHO que nasceu numa barbearia / Vendo LIA E MANUEL TRAJANO atendendo a freguesia / E o barbeiro mais velho era MANUEL MARIA / Lembro de PRESENTINO vendendo em sua banca / Seu JULIO no hotel com a cabecinha branca / E ninguém me dá notícia de onde está JOAQUIM CHIANCA / Nesse tempo em Socorro a festa era animada / Quando AMARO DE DÃO organizava a boiada / e LU DE TEOPISTO o dono da vaquejada / Me lembro de TONINHO fazendo cela e rabicho / a ZULMIRA no Hotel com seu grande capricho / ZÉ HENRIQUE numa mesa passando jogo de bicho / Noites de festa vinha gente do Totel, / Salambaia, Carrapicho e do Campo do Magé / TICÃO passava a noite empurrando o “carrossé”...
Djalma Tomas


Estes versos lembram muitos dos que contribuíram de alguma forma para o crescimento local, sendo todos, sem exceção, ancestrais de muitos dos que hoje moram no Distrito.

MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS
Catolicismo
As atividades religiosas sempre foram muito eminentes aos socorrenses, mesmo antes de qualquer assistência religiosa oficial, “era costume da época, as famílias reunirem-se todas as tardes para rezarem o terço. Com o passar do tempo, as pessoas sentiam necessidade de se encontrar mais, então, reuniam-se na casa de Zacarias, diariamente, á tardinha para fazerem orações, rezarem terços e novenas” CORDEIRO (2005, p.8), após um consenso entre os moradores e os frades que visitaram a casa do Senhor Zacarias Virgínio em 1934 iniciou-se a construção de uma capela no centro do povoado, para prestar auxilio religioso aos moradores do então Tulha de Madeira. As visitas de Frei Estevão continuaram com mais freqüência e, no final de outubro de 1934, foi rezada a primeira missa em frente à residência de Zacarias “e daquele dia em diante, continuaram as celebrações esporadicamente até a conclusão da obra da capela que se localizava um pouca à frente da atual” CORDEIRO (2005, p.8). Passaram-se anos, a comunidade foi crescendo e o número de fiéis aumentando cada vez mais, havendo então a necessidade de construir uma igreja maior para acomodar melhor os fiéis. “Por volta de 1965, sob o comando de Frei Jerônimo Clemem, iniciou-se a construção da atual igreja, erguida também em terreno pertencente a Zacarias Virgínio” CORDEIRO (2005, p. 9) estando inacabada até os dias de hoje.
Em 1941 foi organizada a primeira festa dedicada à padroeira, para a qual colaborou boa parte dos moradores, tendo como fundadores o Frei Roque (pároco) e a professora Áurea Chalegre Bezerra que conduziram a comissão organizadora da referida festa. “A fé crescia cada vez mais, e no dia 26 de setembro de 1941 realizou-se a primeira festa oficial em homenagem a padroeira da vila, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, presidida pelo Frei Roque, algum tempo depois, houve a doação da primeira imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro pelo Sr. José de Almeida Maciel” CORDEIRO (2005, p.9);

Desde então em todo último final de semana de setembro houve a comemoração anual dedicada à padroeira, porém, no ano de 2006, ocorreu uma modificação na forma de como se davam às comemorações, devido ao rompimento imposto pelo Padre Edson Rodrigues (Pároco) não houve neste ano as comemorações dedicadas à padroeira, não sendo informado à população se seriam retomadas ou não durante a vigência do Pároco; mas, em nada abalou a fé dos socorrenses, o acontecimento apenas serviu para fortalecer a união dos locais que continuou celebrando a unidade do povo, mesmo sem a participação religiosa.

Sendo um reduto de fervorosa fé, Perpétuo Socorro “produziu” vários religiosos, dentre os quais:
·        Pe. Luis Geraldo Melo
·        Cônego José Maria da Silva
·        Cônego Adilson Carlos Simões
·        Pe. Albérico Almeida
·        Pe. Antonio Pereira Luz
·        Pe. Fábio Pereira dos Santos

Protestantismo
O protestantismo em Socorro é um movimento recente, em meados da década de 1990 foram realizados os primeiros cultos – celebrados no Clube 17 de Junho – com o intuito de arrebanhar fiéis. Atualmente há três subdivisões protestantes que atuam no Distrito, sendo dois templos na Rua Santa Virgínea e outra na Rua Elizeu Antunes Sobrinho.


ELETRIFICAÇÃO E MELHORIAS NA ESTRADA - OS PRIMEIROS SINAIS DE DESENVOLVIMENTO NO DISTRITO
Até o ano de 1966 a iluminação pública do Distrito era realizada através de um motor a óleo, que funcionava por algumas horas à noite; as residências eram iluminadas apenas por lamparinas, candeeiros ou lampiões; em 30 de janeiro de 1967 foi estabelecida a iluminação elétrica, implantada pela Empresa GGEST, através de uma solicitação assinada pelo então prefeito Joaquim Galindo, pelo Vice-prefeito Oliveiro Valença e por Nivaldo Florentino. Em 1970, realizaram a ampliação e melhoramentos da estrada que liga o Distrito a Alagoinha completando o trecho e viabilizando sua utilização para automóveis. Décadas antes, as simples melhorias feitas na estrada serviram de orgulho aos munícipes, fato este que foi mencionado em uma nota enviada ao jornal “A Voz de Pesqueira” de 26/01/1941:

Trata-se do aproveitamento do trecho entre o ‘Sítio do Doutor’ e a casa de Pedro Cazuza. É estrada antiga, freqüentada por pedestres, almocreves, etc., necessitando apenas de reparos e roçagens laterais. Ficaria o caminho mais direto, diminuindo talvez de três quilômetros (...) vai até perto de Alagoinha (meia légua) (...)
CAZUZINHA, 1941, apud MACIEL, 1998, p. 203.

O desenvolvimento sócio-econômico sempre foi uma marca dos que habitam em Socorro, seja no presente ou no passado, a prosperidade é a meta dos locais.

POLÍTICA SOCORRENSE
Em 1948 com a emancipação política de Alagoinha, Socorro, que era parte do município de Pesqueira, passou a “pertencer” a mesma sendo elevado à categoria de 1º Distrito em 1953. Nas décadas de 50 e 60 dentre os homens que contribuíram para o desenvolvimento local, destacam-se dois, que segundo Fábio P. dos SANTOS deve-se muito por suas contribuições:

O primeiro (...) o alemão Frei Jerônimo Clemem não se satisfez só com o aspecto espiritual, e partiu para o social. Foi responsável direto por muitos melhoramentos na vila, os quais destacamos: o açude que abastece a vila (açude do padre), Posto de Saúde e a belíssima igreja católica que temos, iniciada em 1967 (ainda não concluída) e outras atividades. O segundo, Jader de Freitas Filho (Jadinho), nascido em 1915 (...) pertenceu a Câmara de Vereadores, Casa Manuel Isidoro Sobrinho, de 1972 a 1988 e vice-prefeito eleito em 1988 até 19 de novembro de 1989 dia de seu falecimento. A eles devemos boa parte do nosso progresso.
SANTOS (2000 p.5)

No ano de 1963, o deputado estadual Luiz Neves leva à Assembléia Legislativa o projeto de emancipação política de Socorro, porém não sendo bem sucedido, pois, “Socorro foi prejudicado por alguns daqueles que o seu solo ajudou a criar” SANTOS (2000, p. 7) devido aos interesses financeiros de Alagoinha o projeto foi derrubado sendo “esquecido” até hoje. A comunidade – tanto de Perpétuo Socorro enquanto Distrito como também Alagoinha enquanto cidade – sempre foi dividida em dois blocos políticos bem distintos, os verdes (bocas-pretas) e os vermelhos (os borós), “não podíamos deixar de mencionar as eternas disputas políticas entre Manuel Izidoro e Nino Galindo, que sempre dividiam a comunidade” SANTOS (2000, p.7). Dentre as personalidades políticas históricas do Estado de Pernambuco, podemos citar Roberto Magalhães e Miguel Arraes, ambos Governadores do Estado, que visitaram o Distrito em épocas de militância política.

Representantes socorrenses na política municipal:
·      Adágio Paes da Silva – vereador
·      Elizeu Antunes de Oliveira – vereador
·      Ramiro Mendes da silva – vereador e vice-prefeito
·      Francisco Lumba de Oliveira – vereador, vice-prefeito e prefeito
·      Oliveira Florentino Valença – vice-prefeito
·      José Paes Gramim – vice-prefeito
·      Antonio Cordeiro Paes – vice-prefeito
·      Antonio Francisco Filho – vice-prefeito
·      Jader de Freitas Filho – vereador e vice-prefeito
·      Ramirinho – vereador
·      José Ednaldo dos Santos – vereador
·      José Zito Cavalcante – vereador
·      Elizio Paes de Lira – vereador
·      Marcos José Justino – vereador
·      Rubens Ferreira Diniz – vereador
·      Edilane Maria Oliveira – Vice-prefeita

ECONOMIA SOCORRENSE
As atividades econômicas em Socorro tiveram início junto com a construção da primeira capela do Distrito, antes, os alimentos não produzidos pelas famílias vinham das feiras livres de Salobro ou de Alagoinha; foi quando o Sr. Chico Lumba e o Sr. Cirilo Antunes iniciaram por conta própria uma tentativa de formar a feira livre em Socorro “a nossa feira, no início, era realizada expondo os produtos no chão; as carnes eram abatidas e expostas em frente à residência do Sr. Cirilo Antunes; onde havia duas árvores (catingueiras) que possibilitavam a matança e o comércio direto” SANTOS (2000, p.8), “a feira reúne-se aos sábados, ainda com reduzida concorrência, mas funciona regularmente. Foi principal incentivador da mesma, o operoso comerciante, Sr. Francisco Lumba, estabelecido com armazém de compras de algodão, mamona, etc. é procurador municipal, o Sr. Amaro Francisco Paes e autoridade policial, o comerciante, Sr. Antonio Paes. A arrecadação municipal, nos últimos 10 meses, já excede de 5.000$000” (CAZUZINHA, 1941, apud MACIEL, 1998, p. 200). Os principais produtos comercializados eram carnes, algodão, mamona, feijão e farinha de mandioca. Esta última foi protagonista do desenvolvimento financeiro do Distrito durante toda a década de 80 e início dos anos 90 quando funcionavam quatro casas de beneficiamento de mandioca, as chamadas “casas-de-farinha”, o produto era exportado para todas as localidades circunvizinhas e para outros estados como Alagoas e Paraíba, foi uma época de ascendência econômica, sendo cessada no início dos anos 90 com a intensificação das fiscalizações que coibiam o trabalho de menores, o que diminuiu a mão de obra disponível provocando a inviabilidade do processo de produção. Atualmente há apenas uma “casa-de-farinha” remanescente, porém, as atividades comerciais são bem menos intensas.
O açougue público é bem estruturado, atendendo as normas municipais e mantém atividades expressivas, sendo em média abatidos semanalmente – às sextas-feiras – dez bovinos, seis caprinos/ovinos e seis suínos; o que é um número significativo em relação à quantidade de habitantes, sendo este, fornecedor de carnes para os sítios e povoados próximos e também para a sede do município, porém, segundo os relatos do Sr. Cazuzinha, nem sempre foi assim: “as carnes são expostas presentemente na feira, ao sol e à chuva, urgindo uma providencia. Mesmo que seja um pavilhão livre, somente com a coberta, faz-se conveniente. O açougue é, também, um ponto de receita para o erário municipal” (CAZUZINHA, 1941, apud MACIEL, 1998, p. 202). Além das carnes, há no distrito um intenso comércio de animais vivos: bovinos, ovinos, caprinos, suínos, eqüinos, asininos e aves são comprados e vendidos aos sábados na feira livre – ao lado do açougue – e na sexta anterior à feira livre são comercializados na cidade de Capoeiras, na qual acontece a famosa feira semanal que é freqüentada pelos socorrenses desde seu surgimento.

A produção agrícola local desenvolve-se de acordo com as sazonalidades, sendo o solo manuseado de forma tradicional, num ciclo de queimadas e monocultura, como por exemplo: feijão, milho e mandioca que são os principais produtos cultivados, recentemente o cultivo do sorgo vem se destacando sendo destinado à forragem animal como suplemento vitamínico à palma forrageira. Porém, pode-se considerar Perpétuo Socorro uma bacia leiteira, pois, a produção de queijo tipo coalho semanalmente supera cinco toneladas – o que requer para sua produção 40 mil litros de leite cru -, o produto escoa principalmente para a Capital do Estado, e para as cidades de Cachoeirinha e Capoeiras. Há em funcionamento uma fábrica de queijos legalizada e mais três em processo de legalização ou construção.
Recentemente, entrou em funcionamento uma fábrica de beneficiamento de frutas, a qual, produz polpa de frutas in natura sendo consumida em sua maioria no comércio local e o excedente é exportado para cidades próximas, a matéria prima é extraída primordialmente das propriedades locais.
O comércio socorrense desenvolveu-se exponencialmente, até o primeiro semestre de 2007 a comunidade conta com os serviços do diverso comércio local, disponde de três padarias, um supermercado, quatro mercadinhos, uma soverteria, uma farmácia, dois fornecedores de insumos agrícolas, três casas de material para construção, duas lojas de eletrodomésticos, uma casa de aviamentos, duas vídeo locadoras, há uma média de doze lojinhas de roupas e acessórios pessoais; e vários bares e botecos.


EDUCAÇÃO EM PERPÉTUO SOCORRO
 “ABC” da educação no distrito
Em uma casa sem reboco e sem ladrilho, onde fazem compras de queijos nos dias de feira, privada dos necessários requisitos. É habitação de família, cedida a favor, para o funcionamento das aulas” (CAZUZINHA, 1941, apud MACIEL, 1998, p. 203) Em 1941 entra em funcionamento a primeira escola socorrense, a cargo da professora Áurea Bezerra devido à precariedade da situação movimentos políticos deram início as construções destinadas à educação no distrito, segundo Santos:


Até o ano de 1936, as aulas eram dadas em residências de alguns habitantes, pois não havia escolas. Então, o prefeito de Pesqueira Tenente Dorgival Galindo mandou construir uma escola, que se chamou Escola José de Almeida Maciel. Depois foi construída também a Escola Zacarias Virginio. Depois foi construída uma outra escola, a José Paes Gramim com duas salas de aula. Em 1981, o prefeito Brasilino Baía de Lima conseguiu a legislação da escola, que esta registrada na portaria 7654, nº de inscrição 20.936.00 de 08/10/1981. SANTOS (2000, p.8):


ATIVIDADES RECREATIVAS EM PERPÉTUO SOCORRO
Perpétuo Socorro sempre foi palco de festividades, “o ritmo preferido dos socorrenses era o bolero, que era interrompido pelo forró no São João e pelo frevo no Carnaval” SANTOS (2000, p.6) antes da construção do Clube 17 de Junho não havia local apropriado para festas, estas, eram realizadas em Salões e Residências, organizadas por Manuel Batista e animadas por Geraldo Freitas, foi por ocasião da copa do mundo de 1962, no dia 17 de Junho do mesmo ano, que os moradores decidiram iniciar a construção de um salão destinado às comemorações, anos depois foi inaugurado – mesmo inacabado – e batizado com o nome do dia em que houve a resolução de sua construção. Sempre houve as festas religiosas que eram acompanhadas de forrós de rua, no mês de maio e setembro aconteciam e acontecem manifestações nas ruas do Distrito.
Sempre que possível às comemorações juninas são realizadas na palhoça “Chamego do Povo” aonde semanalmente ocorrem quadrilhas e folguedos, porém, são tradicionais os bailes de São João e São Pedro no clube, ambos seguidos pelas ressacas, que são festas menores nos dias seguintes aos bailes. Outro lugar onde ocorrem comemorações que estão tornando-se “novas tradições” é a Escola José Paes Gramim, que segue um calendário fixo de festividades ligadas às datas significativas aos alunos.

Conheça a nossa história, valorize a nossa história!

NUNCA ENGANE SEU PROFESSOR!  O que um professor é capaz de fazer...
Na véspera de uma prova, 4 alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar juntos. Faltaram a prova e então resolveram dar um “jeitinho”. Voltaram à escola na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda. Então, dirigiram-se ao professor:  -Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas, e por conta disso tudo nos atrasamos, mas gostaríamos de fazer a prova. O professor, sempre compreensivo: -Claro, vocês podem fazer a prova hoje à tarde, após o almoço.
E assim foi feito.
Os rapazes correram para casa e racharam de tanto estudar, na medida do possível. Na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente, sem qualquer meio de comunicação com o mundo externo e entregou a prova: Primeira pergunta, valendo 0,5 ponto: Escreva algo sobre 'Lei de Ohm'. Os quatro ficaram contentes pois haviam visto algo sobre o assunto. Pensaram que a prova seria muito fácil e que haviam conseguido se dar bem. Segunda e última pergunta, valendo 9,5 pontos: Qual pneu furou?
Alguns momentos do cotidiano escolar - 2013/2014






















Parabéns aos nossos professores pelo excelente trabalho desenvolvido... a cada dia melhorando!
A Escola Municipal José Paes Gramim, neste ano de 2014, atende a 836 alunos matriculados do Maternal ao 9º ano distribuídos em 24 turmas nos períodos matutino, vespertino e noturno. Além das turmas do Ensino Fundamental temos a alegria e a satisfação de mais uma vez poder contar com uma parceria entre nossa escola e a Escola Estadual Gonçalo Antunes Bezerra que oferece o Ensino Médio em nossas dependências no período noturno!






























Nós que fazemos a Escola Municipal José Paes Gramim tentamos sempre oferecer um ambiente acolhedor, lúdico e que contribua para o desenvolvimento intelectual e emocional de nossos alunos!